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João Luiz Vieira

Acha swing moderno? Então você não conhece a "festa da chave"

João Luiz Vieira

04/12/2017 04h00

 

Jaci XIII

Quem tem mais de 50 anos lembra da festa da chave, muito comum nos anos 1970. Eu não tenho essa idade (ainda), mas conheço gente que frequentou algumas e é só elogios.

Funcionava assim: você ia com seu companheiro ou sua companheira (heterossexuais, na maioria das vezes) e deixava a chave do carro num depósito, num vaso ou qualquer coisa que o valha.

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Ao sair, já meio assim, meio assado, um dos casados (geralmente a mulher) resgatava uma chave qualquer nesse objeto e, de pronto, deveria ir para a casa na carona do dono do tal molho. Detalhes a observar: naquela época o politicamente correto não era sequer cogitado, aids era um pesadelo distante, e Lei Seca era festa regada a água ou refrigerante, ou seja, tava tudo liberado. Em tese, ao menos.

O problema é quando a química entre a pessoa e o moço desconhecido (às vezes, o melhor amigo do marido) não rolava ou aparecia um ciumento de última hora. Mas nada grave: uma outra festa da chave estaria a caminho. Você já foi a alguma? Se foi, conta aqui, vai. E será que festinhas assim teriam espaço hoje em dia? Tomara que no dia de Natal você participe de uma.

Sobre o autor

João Luiz Vieira, 47, é jornalista, roteirista, letrista e educador sexual, ou sexólogo, como preferir. Ele tem dois livros lançados como coordenador de texto: “Sexo com Todas as Letras” (e-galáxia, fora de catálogo) e “Kama Sutra Brasileiro” (Editora Planeta, 176 páginas). É sócio proprietário do site paupraqualquerobra.com.br e tem um canal no YouTube: sexo_sem_medo.

Sobre o blog

No blog dialogo sobre tudo o que nos interessa para sermos melhores humanos: amor e sexo. Vamos encurtar o caminho entre a dúvida e a certeza, e quanto mais sabermos sobre nós, teremos, evidentemente, mais recursos e controle a respeito do que fazer em situações inéditas ou arriscadas de nossa intimidade. Trocaremos todas as interrogações por travessões. Abra seu cabeça, seu coração e... deixa pra lá.

João Luiz Vieira